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Mobiliário sustentável - peças recicladas na decoração

Updated: Nov 30, 2020


Olá, bom dia!


Reaproveitar aquela peça antiga mas (muito) gira, pode ser uma ótima maneira de economizar o seu orçamento numa decoração! Depois deste post vai pensar duas vezes em fazer um makeouver antes de deitar as suas peças ao lixo.


A nossa casa ganha carácter se nela estiverem presentes as nossas memórias, ou algumas delas. Nós somos designers de interiores, mas temos peças que nos acompanham de casa para casa há muito tempo e das quais não nos queremos separar.

É claro que , quando queremos uma decoração nova numa casa diferente não podemos aproveitar tudo o que temos, caso contrário, a casa fica igual ao que estava. Mas há peças que têm bons ossos (estrutura), ou apenas que se adequam bem à nova decoração / espaço.


1. Só lixa, tinta e um pouco de carinho


O nosso cliente ia por esta mesa, que já era da avó, ao lixo e nós dissemos "por que não aproveitar"?

A mesa tinha uma boa estrutura, em madeira maciça, e só precisava de um pouco de carinho.

O processo foi muito simples e qualquer pessoa o pode fazer:

- Lixar - primeiro com uma lixa mais grossa para retirar a tinta que estava a descascar;

- Lixar novamente com uma lixa muito fininha (sem exercer muita pressão, para não danificar o veio da madeira);

- Aplicar a tinta. Aqui escolhemos uma tinta mate e optamos por duas tonalidades: um cinza e um (quase) preto;

- Para finalizar, e dar uma acabamento mais resistente à madeira, optamos por colocar uma camada de cera e polir. Usamos só este acabamento para o tampo, pois este é mais sujeito ao desgaste diário. Optamos por deixar o resto da estrutura em acabamento mate, mas se preferir pode optar por aplicar uma camada fina de cera de abelha por toda a estrutura.


Et voilá!

A mesa foi reaproveitada para uma pequena área de trabalho em casa:



2. Poltrona anos 70


Assim que vimos esta poltrona numa loja em segunda mão, apercebemo-nos do potencial que tinha.

Estava em muito mau estado, com a pele suja e cheia de marcas de tinta. Não tinha almofada no assento, mas todo o mecanismo rotativo, os pés em aço e a própria estrutura, estavam em excelente estado.

Depois de a recuperarmos, gostamos tanto de como ficou, que até ponderamos ficar com ela no nosso atelier.

Mas surgiu logo um projeto onde ela se encaixava na perfeição e tivemos que a deixar ir ...


Se tiver uma peça com características semelhantes e que precise de ser recuperada (e achar que o consegue fazer) , meta mãos à obra! Ou então, se vir que não consegue, entregue a um estofador. Neste caso não o quisemos fazer porque a própria pele (sintética) tinha muito a ver com a época em que a cadeira foi desenhada e não quisemos desvirtuar a peça ao colocar um estofo novo.


Processo:


- 1º - Limpar. Ao limpar, usar sempre água tépida, sabão e um pano suave;

- 2º - Remover manchas de tinta: usamos um produto que já existe no mercado há muitos anos, o Supergel. (Convém experimentar sempre numa pequena área escondida a reação do produto de limpeza ao próprio estofo.

- 3º - Dar um acabamento para reavivar o brilho e proteger o estofo. Usamos uma cera de abelha com um pano muito suave;

- 4º - Coxim. Como a cadeira estava sem estofo e já não conseguíamos encontrar nenhuma pele que fosse exatamente igual à da cadeira, optamos por fazer um coxim para o assento num material contrastante: em tecido. Usamos um linho grosso (estopa) e tingimo-lo com um tom terracota que acabou por ligar muito bem com a pele da cadeira.




Poltrona anos 70 - depois

3. Poltrona clássica em ótimo estado mas que transpirava anos 80


Este é um bom exemplo de como aproveitar um cadeirão clássico, dando um novo acabamento à madeira e selecionando um tecido de estofo simples. Trouxemos esta poltrona para o século XXI !


Aqui a nossa intenção era retirar o verniz da madeira e clareá-la. Como não foi possível, porque a madeira já estava bastante queimada pelo verniz e pelo tempo, optamos por lhe dar um acabamento decapé.

Para o estofo, selecionamos um tecido com uma textura muito semelhante ao linho, mas 100% sintético, para ser mais resistente ao uso.


Dica: quando mandarem estofar cadeiras, sofás, etc, optem preferencialmente por tecidos próprios para o efeito, bastante resistentes e em materiais maioritariamente sintéticos.



4. Cadeira de braços


Mantivemos a estrutura da cadeira e reestofamo-la com uma imitação de pele muito semelhante à original.

  1. A estrutura em ferro estava enferrujada pelo que foi lixada e pintada com tinta preta em spray acabamento mate;

  2. Colocamos novas borrachas nos pés. Encontramos umas exatamente iguais numa loja de borrachas na Rua do Almada;

  3. Estofamos assento e costas pelo processo tradicional, com tachas de estofador, esticando bem a pele para não ficar folgada;

  4. Nos braços, optamos por colocar um estofo diferente, num tecido tradicional dos fatos masculinos de inverno, para contrastar com a pele.



Resultado final

5. Móvel recuperado e zona de despensa fechada


Neste último conjunto de imagens, mostramos imagens não só de um móvel recuperado (que ia para o lixo) como também, da transformação, a nível de arquitetura de interiores, que fizemos na copa onde este armário estava inserido. Tranformando o nicho numa despensa fechada com arrumação que era necessária para apoio à copa.

Antes

Zona de despensa fechada desenhada pelo nosso gabinete.


Optamos pelo acabamento alto brilho e a cor branca para poder dar mais luz a esta área que não tem luz natural.


Depois:


Este armário foi pintado num tom de verde com acabamento acetinado e colocado na sala de jantar. Resultou na perfeição!


Colocamos no armário uma coleção de pratos e travessas tradicionais, acentuando ainda mais a frescura das tonalidades verdes.

Deixamos aqui uma sugestão de outras tonalidades de verde que poderíamos sugerir para este tipo de peça:


- CIN E655 Verde Dada;

- CIN 6422 Verde Taipe;

- CIN E709 Líquen;

- CIN E725 Sage Green.


Depois

#decoração #peçasrecicladas #mobiliáriosustentável


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